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MOVIDOS A ÁLCOOL
Enviado por 29 de janeiro às 19:40:56 BRST, quarta por prof-leonardo1
Vícios EvandroPatrola escreve:
"A droga da moda é legalizada e a idade média da primeira dose já caiu para 10 anos



Daniel Miranda, de 22 anos, estudante de Direito no Rio de Janeiro, parou de contar quantas cervejas tinha bebido quando passou da décima lata. Sua última lembrança daquela noite foi a tentativa de ultrapassar um Escort com sua moto - passando por cima do automóvel. Não conseguiu. Quando acordou no hospital, com um dreno no pulmão, havia perdido quase três litros de sangue. Ficou internado durante 12 dias e teve de extrair o baço. O amigo Renato Ramos Batista, de 20 anos, que ia na garupa, quebrou um braço, teve cortes na cabeça e levou cerca de 70 pontos. Cientes da lição, os dois resolveram parar de vez - de andar de moto. Bebendo, eles continuam. Dias atrás, dois meses após o acidente, eles estavam no bairro boêmio da Lapa, cada um com uma garrafa de vinho na mão. No pescoço, um 'metrinho' (versão adulta das almofadinhas de doce de leite, recheada com mel e cachaça, vendida por metro). Renato conta que numa só noite enxugou 2 litros de gummy (água, vodca e suco em pó), três cubas-libres e muita cerveja, tudo temperado com algumas doses de energéticos. Por farras como essa, foi parar quatro vezes no hospital. Não se considera, porém, dependente. 'Bebo socialmente, só nos fins de semana', diz Daniel. No Carnaval, embriagou-se a tal ponto que nem sequer conseguiu descer do ônibus. 'Não tinha forças', explica o rapaz, que exibe cicatrizes na testa por causa das brigas em que se meteu quando estava bêbado. Daniel e Renato não são jovens típicos, esclareça-se. Mas seu comportamento é cada vez mais popular entre os jovens. Beber pesadamente, mesmo que não todo dia, é um hábito que ganha adeptos a partir de idades cada vez mais precoces.

Uma pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco ) com 50 mil estudantes brasileiros do ensino fundamental e do médio mostrou que 34,8% deles tomam bebidas alcoólicas - o que representa um contingente de 17,4 milhões de jovens. O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está concluindo um estudo com adolescentes paulistas entre 15 e 18 anos de classe média alta, grupo que freqüenta bons colégios e tem uma mesada significativa para passear e consumir. Constatou que 42% bebem até oito vezes por mês, 14% ingerem álcool entre nove e 20 dias por mês e 9% são bebedores pesados (mais de 20 sessões mensais). O surpreendente nesses estudos não é o fato de que universitários gostem de tomar um chope. É que isso cada vez mais vale para garotos de 12 anos, ainda em fase de crescimento. Um terço dos adolescentes diz que começou a beber entre os 10 e os 12 anos. Uma década atrás, a idade média da iniciação era 14 anos. Mesmo nessa faixa etária, o consumo em grandes quantidades já é considerado 'normal' - deixou de ser excepcional para se tornar padrão. 'A bebida não é vista como um perigo. Tanto que muitos jovens têm as primeiras experiências dentro de casa', diz a psicóloga Fabiana Delbon, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), de São Paulo.

Na fila da boate Bedroom, em São Conrado, Zona Sul do Rio, as garrafas de cachaça nas mãos dos rapazes chamam a atenção. É uma corrida. Em menos de 20 minutos eles querem beber o máximo possível, para não ter de gastar a mesada lá dentro, onde uma dose de vodca custa R$ 7, contra R$ 5 da garrafa no supermercado próximo de casa. O estudante secundarista Gustavo Moraes, de 18 anos, fez uma vaquinha com dois amigos para comprar duas garrafas de vodca. No ônibus, tomaram uma. Na fila, tentavam acabar com a outra. 'O negócio é entrar turbinado', afirma. Mas por que beber tanto? 'É como o espinafre do Popeye', compara Leonardo Tavares, de 21 anos, estudante de educação física. 'Fico mais leve, mais tranqüilo, chego nas princesas mais fácil', explica o estudante de Direito Felipe Sampaio, de 18 anos.Em todo o mundo, uma em cada oito pessoas que bebem regularmente vira alcoólatra. Mas não é apenas essa roleta-russa do vício o que mais preocupa os médicos. O principal temor é pela grande maioria que não chegará a se tornar dependente, mas poderá ter problemas de saúde por se acostumar desde cedo a 'encher a lata'. Nos Estados Unidos, um pesquisador perguntou a 4 mil alunos do ensimo médio se haviam ficado bêbados nos últimos 30 dias. Um terço respondeu sim. No Brasil, os especialistas crêem que o índice seja semelhante. Excessos de fim de semana, mesmo que não levem à dependência, causam danos progressivos ao organismo. E aumentam o risco de acidentes de trânsito e violência.

Bebedeiras homéricas costumavam ser associadas à combinação de juventude e testosterona. Até hoje os rapazes viram copos como se o gesto fosse uma demonstração de virilidade. Mas agora as meninas também enxugam. 'Foi-se o tempo em que moça que bebia era malvista. Hoje elas competem com os rapazes', diz Silveira, da Unifesp. Em São Paulo, a estudante de cursinho Bruna Prati, de 19 anos, sua irmã Júlia, de 21, que cursa nutrição, e a colega Giselle Pereira, de 20 anos, sempre saem juntas, 'para cuidar umas das outras' depois das cervejinhas. Moradoras de um bairro longe dos lugares badalados, sabem que a volta para casa tem alguns riscos. 'A gente vai conversando, para ninguém pegar no sono na estrada', diz Bruna. Ela explica que, se por algum motivo não pode beber, prefere nem sair de casa. 'Bebendo me sinto menos tímida e mais sociável. Álcool descontrai e tira o vínculo da rotina.' Em Salvador, as estudantes Juliana Sampaio e Lara Mendes, ambas de 19 anos, saem de quinta a domingo. A cada noite, Juliana contabiliza uma média de cinco doses de uísque e meia dúzia de cervejas. Volta para casa de carro. 'Não fico mal, fico normal para a night', garante. Lara, que cursa publicidade, prefere as caipiroscas, caipirinhas de vodca com frutas que fazem sucesso na capital baiana. 'Tomo umas sete roscas e umas quatro cervejas long neck.'

Graduação alcoólica

65% dos estudantes de escolas particulares entre 15 e 18 anos tomam bebidas alcoólicas

9% bebem mais de 20 vezes por mês

O primeiro gole acontece aos 10 anos, em média

Na década passada, o contato inicial com o álcool era aos 14 anos

17 milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental e do médio bebem, contingente maior que as populações de Paraguai, Uruguai e Bolívia juntas


Nos últimos anos, diante do avanço de entorpecentes como maconha, cocaína e ecstasy, muitos pais passaram a ver as bebedeiras dos filhos como um mal menor. Dizem que todo mundo fazia isso na juventude, e que 'é melhor que consumir drogas'. O raciocínio tem seu fundo de verdade. Mas não pode encobrir alguns equívocos. A iniciação etílica agora ocorre muito mais cedo, numa fase em que o organismo ainda está em formação. Isso faz de um pileque um desastre de proporções consideráveis. Diversos estudos indicam que o álcool também serve de porta de entrada para outras drogas. Isso acontece porque, entre os jovens, mudou o jeito de se relacionar com a bebida. Os adolescentes de hoje atacam a garrafa seguindo o mesmo padrão de quem consome drogas ilícitas: a idéia é ingerir o máximo possível, no menor período de tempo, para curtir os efeitos pesados da bebida em poucos minutos. Não há a preocupação tradicional de beber devagar, saboreando, sempre com alguma comida no estômago, e perceber quando é a hora de dizer chega. Bebe-se para perder o controle, alterar a consciência, num exercício de risco - num esforço que pode transformar o álcool numa droga pesada.

O jurista espanhol Antonio Escohotado, autor do livro A História das Drogas, explica que esse padrão de consumo predominou em alguns períodos - como durante a Lei Seca, nos Estados Unidos, ou entre os moradores pobres da Inglaterra no século XIX, quando um decreto real proibiu a venda de gim, a bebida mais barata. Em todos os casos, as conseqüências foram aumento da criminalidade (mesmo aquela independente do tráfico da bebida) e problemas de saúde pública.

A geração que vive a adolescência hoje aprendeu a ficar estressada mais cedo. Sua carga horária, da escola aos cursos de línguas e à ginástica, é maior que nas décadas passadas. A pressão pelo desempenho escolar aumentou, a perspectiva do mercado de trabalho é de muita competição. Tensos, os jovens aprenderam a relaxar segundo o único modelo à vista - dos adultos, que além de beber admitem, até por honestidade, que usaram drogas na juventude, o que funciona como uma espécie de autorização branca. 'Os pais estão mais ausentes, e tentam compensar dando liberdade e dinheiro', diz Fabiana Delbon, do Proad. 'Um menor pode comprar bebida alcoólica em praticamente qualquer bar do país, e ninguém faz nada sobre isso', reclama Ricardo Peres, endocrinologista do Hospital Albert Einstein. O alcoolismo precoce é um drama quase universal - e isso é uma pena. Como ensinam os entendidos, algumas bebidas alcoólicas proporcionam grandes prazeres na vida - como um copo de vinho borgonha à Coca do jantar, uma cerveja gelada na praia. Como tantas boas coisas da vida, o problema não está na substância, em si - mas no exagero e no descontrole.

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MOVIDOS A ÁLCOOL (Pontos: 1)
por dante_alighieri em 31 de janeiro às 16:57:45 BRST, sexta
(Informações do Usuários | Enviar a Mensagem) http://www.latino.g12.br
O que mais assusta não é o descaso de muitos pais, que 'tratam' o problema com naturalidade e muitas vezes sem preocupação alguma. A grande questão é como os jovens conseguem chegar a pensamentos levianos de que a droga será a solução para a sua correria do dia-a-dia, seus problemas e - ABSURDO - sua busca pelo prazer. Como filho de alcoólatra entendo o alcoolismo como um problema de toda a sociedade, pois afeta a organização mais elementar desta: a família, que passa a viver um verdadeiro inferno e se torna tão doente como o dependente. 24 horas de serenidade a todos!!!


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